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A revista Grandes Construções está produzindo uma série de matérias especiais que visam a valorização da engenharia brasileira. A edição do mês de maio trará o tema “Soluções Criativas da Engenharia” e a Pedra Branca Escavações foi convidada para colaborar com a produção desta edição, enviando sugestões de obras que contaram com a adoção de soluções criativas para sua execução. A solução criativa apresentada pra matéria foi na área de acionamento dos fogos, o desafio surgiu em uma obra que devido a questões de segurança, o contrato não permitia a utilização do estopim para acionar os explosivos, sendo assim a Pedra Branca deveria utilizar um método de iniciar a detonação de outra forma. A primeira alternativa foi iniciar por meio de sistema de tubo de choque (não elétrico) com espoleta, o revés é o elevado custo deste acessório descartável, mais caro que todos os outros acessórios somados por detonação.
Porém era necessário achar um sistema que estivesse de acordo com as exigências do cliente, sem encarecer demasiadamente o preço da detonação, assim surgiu à segunda alternativa, utilizar um dispositivo de acionamento remoto, assim a Pedra Branca entrou em contato com a Rothernbuhler Engenharia localizada em Washington/US, para adquirir um dispositivo RFD – Remote Firing Device, mas que enfrentou problemas para transmissão do sinal quando o túnel ficou mais longo, exigindo novos investimentos.
Sem uma alternativa viável, precisou-se elaborar outro sistema que não fosse utilizado o estopim. A 3° alternativa foi desenvolvida em conjunto pela Pedra Branca Escavações, PHI Engenharia de Explosivos, responsável Fernando Golin, e Química Futura, responsável João Egidio. Ela consiste em ligar a área de detonação à área segura substituindo o não elétrico de ligação por um cabo elétrico permanente. Para garantir a segurança e o funcionamento do sistema era necessário desenvolver um painel elétrico. Esse painel foi desenvolvido com os dispositivos de segurança necessários para garantia total dos trabalhos. Essa tecnologia criada pode satisfazer o cliente e a fiscalização sem encarecer significativamente a operação. O sistema de iniciação dos explosivos dentro dos furos permanece o mesmo. O método de acionamento dos sistemas não elétricos dentro dos furos obedece a seguinte cadeia:
1. Painel inicializador;
2. “Squib” pirotécnico;
3. Não-elétrico iniciador;
4. Cordel detonante NP-03 e/ou NP05;
5. Não-elétricos dos furos.


Permitindo que os desmontes sejam acionados de fora do túnel de uma maneira segura. O painel de iniciação não possui nenhuma forma de energia elétrica em seus circuitos até o momento exato da detonação. Na iminência do desmonte, o painel é energizado com corrente máxima de 1A (ampere) e, após os sistemas de segurança serem acionados, com o apertar de um botão gera-se uma corrente na linha conectada ao “squib”, dando sequência a cadeia descrita acima.

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